Resumo: Este artigo se propõe a alteração da forma de pensamento dos cidadãos com relação ao Desenvolvimento Sustentável, mostrando que a sociedade deve começar a agir e alterar seus atos e formas de pensamento, deixando de lado velhas tradições e adotando medidas novas e ecológicas, unindo forças de todos para enfim o planeta voltar a ser um ambiente harmonioso entre homem e natureza por longas gerações.
Palavras-chave: desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, mobilização
1. Introdução e Caracterização do Problema: a relação homem-ambiente
O homem está modificando o planeta de forma destrutiva, que para extrair os recursos necessários para seu consumo – como a madeira, água, e etc – acaba não pensando nas conseqüências, derrubando florestas, executando queimadas, emitindo gases poluentes e esgotos sem controle. E o único responsável por todos os efeitos colaterais de tais alterações é o próprio homem - e cabe a ele resolver todo o problema de forma eficiente e duradoura, pois não é de direito do ser humano atual sacrificar o bem estar de gerações futuras. Segundo Azevedo,
Não estamos autorizados a pôr em risco a vida da humanidade. A simples existência de autêntica vida humana sobre a Terra apresenta-se como um valor, e a preservação das condições dessa existência como um dever a ser levado em conta pelas novas dimensões do agir humano. Não temos, portanto, o direito de escolher o não-ser das futuras gerações, em proveito do ser da presente geração. Em função disso, o agir humano coletivo rende-se a uma obrigação, em face daquilo que ainda não é, ou em relação ao não existente que, enquanto tal, não pode sustentar qualquer pretensão à existência. (AZEVEDO, p.2)
O uso descontrolado de seu poder e tecnologia deve se canalizar completamente para o meio ambiente, pois assim a natureza retribuirá à humanidade tais investimentos de forma totalmente benéfica e definitiva, com o clima se tornando estável, gerando alimentos saudáveis e água de qualidade, e menos catástrofes acontecendo. Quando o homem investe todo seu poder nele mesmo, sem pensar na conseqüência que está causando à natureza, esta acaba retribuindo o mal que a humanidade faz com o derretimento de calotas polares, por exemplo, além de diversos outros meios com que a natureza reage, diminuindo a qualidade de vida do homem. Mas, se a humanidade investisse todo o dinheiro e tecnologia que gasta para deixar seu conforto cada vez maior no meio ambiente, o planeta Terra como um todo retribuiria com ar de qualidade, águas puras, temperaturas estáveis, menos secas e enchentes, etc. Seria um ambiente mais harmonioso, com mais qualidade de vida, e de forma definitiva, pois desta a forma a natureza seria cuidada e não haveria mais preocupações do homem em sanar problemas com relação à sua sobrevivência terrestre.
2. Exemplificação
Conseqüências dessa destruição causada pelo homem são alterações na natureza e sociedade: no primeiro, podemos citar como exemplo mudanças climáticas, como derretimentos de calotas polares, enchentes e secas inesperadas, fenômenos naturais irregulares (raios, tufões, tsunamis, etc), alteração da temperatura média mundial, alteração do índice de infiltração de raios UV (Ultra Violeta), etc. Já na sociedade, destaca-se a desigualdade social, baixa qualidade de vida, mortes, etc. Esses dados são dados mostrados por Sisson (1994, p.79), e reportados de maneira alarmante por Silva (2005, p.2), este último mostrando vários aspectos negativos que existem não só no Brasil mas em todo o mundo: baixo índice de alfabetização, embora decrescente nos últimos anos; alto índice de desigualdade, onde os ricos controlam toda a política e riqueza do país; saneamento básico precário; e alta degradação ambiental. Estes são também problemas reportados por diversos países do globo e por Sisson, levando a crer que tais fatos não são exclusividades somente do país verde-e-amarelo, e sim de todo o globo terrestre.
3. Solução do Problema
Para solucionar as grandes disparidades causadas pelo próprio homem, deve-se formar na sociedade, profissionais que tragam soluções definitivas, que são aquelas criadas sem a intenção de substituí-las em um futuro a longo prazo; são aquelas 100% eficientes e eficazes, que não emitem nenhum tipo de substância poluente em nenhum momento, desde sua criação até sua combustão. Um exemplo são os motores a hidrogênio, que em sua combustão emite oxigênio e vapor d'água. Deve existir também um conjunto de pessoas que mobilizem a sociedade como um todo, como é mostrado por AZEVEDO (p.2). Não adianta qualquer escala da sociedade propor simplesmente medidas que contornem as desvantagens em termos de poluição do atual momento, como o álcool, que apensar de menos, polui também em sua combustão, assim como a gasolina. Contudo, não levando apenas o fator da combustão, mas sim da criação das fontes desse tipo de energia, podemos chegar a fatores desfavoráveis. Segundo uma pesquisa levantada pelo subprojeto “Agrofloresta”, integrante do grupo “Alternativas Sustentáveis” do Colégio Eng. Juarez Wanderley, administrado pelo Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, a produção exacerbada e monocultural de cana-de-açúcar pode fazer com que o solo fértil de todo o país se esgote, e que não tenhamos espaço para outras formas de plantio; uma desvantagem básica e popular entre agrônomos que conhecem sobre monocultura. Deve-se pensar em soluções alternativas que tragam um número nulo de impactos ambientais e seja tão eficiente quanto os atuais recursos. Soluções alternativas são aquelas que substituem de forma eficazes nossos atuais recursos que poluem o meio ambiente. Um exemplo prático seria a substituição da sacola plástica descartável usada no supermercado por uma sacola feita de material reciclável que fosse retornável, ou comprada pelo próprio cliente, que sempre utilizaria esta mesma sacola em todas as suas comprar. Outro exemplo seria a substituição da gasolina e dos combustíveis para automóveis atuais pelo hidrogênio, que não degrada de nenhuma forma o ambiente, segundo ALMEIDA (2005, p.5).
3. Conclusão
Para os determinados valores vigentes na cultura do Brasil e do mundo se alterar, como o simpels ato de começar a separar os diversos tipos de lixo, é necessária a mobilização da sociedade, e o início deste movimento se dá a partir da alteração da forma de pensamento, cabendo a cada cidadão rever seus conceitos, como por exemplo, de não jogar o papel de bala na rua. Se todos unirem forças e convencerem o próximo a alterar seus valores e todos começarem a praticar, agir, haverá no planeja Terra um convívio harmonioso entre o homem e a natureza, pois um respeitará o outro: o homem não degradará a natureza e zelará por ela, e esta por reação devolverá ao homem tudo o que ele precisa para viver, de forma qualitativa, saudável e pacífica.
Bibliografia
TRAÇA, A. Hidrogénio como Combustível, 2005. Disponível em http://www.eq.uc.pt/inovar/hidrogenio.pdf . Acesso em 16/04/2008
AZEVEDO, S. A ética aplicada às questões ambientais. Disponível em http://www.ida.org.br/artigos/etica.pdf. Acesso em 16/04/2008
SILVA, L. I. L. Desenvolvimento Sustentável: Desafio e Oportunidade, 2005. Disponível em http://www.imprensa.planalto.gov.br/download/artigos/art290305.doc. Acesso em 16/04/2008
FILHO, A. S. O Que Há de Errado com a Política?, 1994. Disponível em http://www.humanitarismo21.com/livro/index.htm. Acesso em 16/04/2008