Hoje não vou escrever nada. Vou deixar vocês lerem e chegarem às suas conclusões.
Robô-mariposa integra cérebro biológico a robô
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010180071121
Notícia comentada:
http://www.guiadohardware.net/noticias/2007-11/474458A0.html
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
A arte de respeitar a arte
Fiquei abismado ontem. Vamos ao motivo.
Ontem, domingo, dia 11/11 de 2007, estive ao CineSantana de São José dos Campos, onde uma academia de dança apresentaria uma bela peça chamada "O quebra nozes", com ballet clássico de várias faixas etárias em sua maioria, além de sapateado, "jazz", dança do ventre e de salão.
Mas dessa vez não é a peça que vou criticar, muito pelo contrário, só tenho elogios pela excelente elaboração e execução, vai aqui também meus pêsames à equipe de som. O problema dessa vez infelizmente foi o público. Vamos tentar ser breve: ao bater palmas em todas as peças, engraçadinhos continuavam a bater palmas isoladas e fortes em momentos de silêncio; outros com celulares ligados; gente que ria muito alto quando alguém errava discretamente algo; comentava desrespeitosamente, querendo fazer graça, em tom alto também; mas o mais persistente realmente foram as palmas 'idiotas' (o que a pessoa acha que vai conseguir fazendo isso? Que todos vão achar legal? Que vai "catar todas as menininhas" ao lado, por ser corajoso? Qual o prazer no desrespeito?). Só melhorou quando um barbudo exclamou: "Silêncio!" e eu: "Palhaçada hein!", seguido de olhares de parte da platéia. O pior foi quando, um "jovem" que aparentava ter uns 45 anos, do meu lado (depois do corredor), que praticou a maioria dos atos acima descritos, pegou uma latinha vazia, colocou no chão e simplesmente a chutou para a mesma 'descer'. O que fiz foi sair do meu lugar, pegar a lata e jogar ao lixo, olhando para a cara do cidadão. Cidadão?
Além disso, não seguindo as claras regras faladas ao início no teatro, houve inúmeras fotos com flash em momentos importantes, outro ato de falta de educação. Pior ainda foi a quantidade de lixo deixado ao final da peça, no chão. Não entendo porque essas pessoas vão assistir algo deste tipo, já que não faz parte de sua cultura ou não gosta; mesmo assim, o mínimo a se fazer é respeitar quem goste e aprecie a verdadeira obra de arte e jogar o lixo no lixo, especialmente em um teatro. meu apelo é este: se não gosta, não vai. Se a mulher obrigar a ir, silêncio e respeito, por favor. Queria ver se fosse essas pessoas que tivessem dançando, sentir na pele o que fizeram.
OBS.: Alterando o assunto, tem muita gente que realmente perde o teatro. Tinha uma mulher na minha frente que mais olhava para sua câmera digital, e se preocupava mais com as fotos do que com a peça. Outro filmou a mesma, e decidiu assistir o vídeo no meio da sala, perdendo o espetáculo e atrapalhando o público, com a luz da tela.
Por Júlio César Bessa Monqueiro.
Ontem, domingo, dia 11/11 de 2007, estive ao CineSantana de São José dos Campos, onde uma academia de dança apresentaria uma bela peça chamada "O quebra nozes", com ballet clássico de várias faixas etárias em sua maioria, além de sapateado, "jazz", dança do ventre e de salão.
Mas dessa vez não é a peça que vou criticar, muito pelo contrário, só tenho elogios pela excelente elaboração e execução, vai aqui também meus pêsames à equipe de som. O problema dessa vez infelizmente foi o público. Vamos tentar ser breve: ao bater palmas em todas as peças, engraçadinhos continuavam a bater palmas isoladas e fortes em momentos de silêncio; outros com celulares ligados; gente que ria muito alto quando alguém errava discretamente algo; comentava desrespeitosamente, querendo fazer graça, em tom alto também; mas o mais persistente realmente foram as palmas 'idiotas' (o que a pessoa acha que vai conseguir fazendo isso? Que todos vão achar legal? Que vai "catar todas as menininhas" ao lado, por ser corajoso? Qual o prazer no desrespeito?). Só melhorou quando um barbudo exclamou: "Silêncio!" e eu: "Palhaçada hein!", seguido de olhares de parte da platéia. O pior foi quando, um "jovem" que aparentava ter uns 45 anos, do meu lado (depois do corredor), que praticou a maioria dos atos acima descritos, pegou uma latinha vazia, colocou no chão e simplesmente a chutou para a mesma 'descer'. O que fiz foi sair do meu lugar, pegar a lata e jogar ao lixo, olhando para a cara do cidadão. Cidadão?
Além disso, não seguindo as claras regras faladas ao início no teatro, houve inúmeras fotos com flash em momentos importantes, outro ato de falta de educação. Pior ainda foi a quantidade de lixo deixado ao final da peça, no chão. Não entendo porque essas pessoas vão assistir algo deste tipo, já que não faz parte de sua cultura ou não gosta; mesmo assim, o mínimo a se fazer é respeitar quem goste e aprecie a verdadeira obra de arte e jogar o lixo no lixo, especialmente em um teatro. meu apelo é este: se não gosta, não vai. Se a mulher obrigar a ir, silêncio e respeito, por favor. Queria ver se fosse essas pessoas que tivessem dançando, sentir na pele o que fizeram.
OBS.: Alterando o assunto, tem muita gente que realmente perde o teatro. Tinha uma mulher na minha frente que mais olhava para sua câmera digital, e se preocupava mais com as fotos do que com a peça. Outro filmou a mesma, e decidiu assistir o vídeo no meio da sala, perdendo o espetáculo e atrapalhando o público, com a luz da tela.
Por Júlio César Bessa Monqueiro.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Leitura mais que recomendada!
O Belquior, baseando-se no último artigo publicado, indicou uma leitura bem interessante intitulada de "Consumir menos e melhor", do "Núcleo Litoral Solidário - Rede Ecovida de Agroecologia", "Projeto Agricultura Ecológica e Soberania Alimentar no Litoral Norte do RS". O pequeno arquivo, em formato PDF, encontra-se em:
http://geocities.yahoo.com.br/juliocbm_brasil/boletim.pdf
Texto mais que recomendado, obrigatório!! Boa leitura!
http://geocities.yahoo.com.br/juliocbm_brasil/boletim.pdf
Texto mais que recomendado, obrigatório!! Boa leitura!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
O lema: "desenvolver"
Não entendo o porquê que o mundo caminha rumo ao "desenvolvimento". Países emergentes querem "desenvolver" (desmatando tudo e colocando indústrias no lugar), mas já paramos para pensar onde queremos chegar?
O rumo de tecnologia também é outro, o da sedentarização máxima - ou seja, tornar tudo com o máximo de conforto, até o momento que faremos tudo sentados. Trabalho com tecnologia e sei dessa realidade. Há muito pouco tempo algumas empresas começaram a fabricar seus dispositivos usando tecnologias mais ambientalmente corretas, porém, o rumo é o mesmo - é querer "tapar o sol com a peneira".
Não adianta uma pessoa fazer coleta seletiva todo dia, e trocar de carro todo ano. Pergunte à pessoa porque ela trocou de carro: com certeza ele não tinha nenhum defeito grave, nem parou de funcionar, foi simplesmente por status, porque esta participa do tal "desenvolvimento". Hoje, infelizmente, preodutos como carros são descartáveis, apesar de serem econômicos cm relação ao combustível, é praticamente usada a relação "estragou, jogou fora". Lembro-me dos carros da década de 70/80, onde sempre havia conserto, muitas vezes o pŕoprio dono fazia, a manutenção era extremamente fácil, justamente porque os produtos eram feitos para durar, e não para estragar e você ir lá comprar outro (e, muitas vezes, o que você economiza com combustível, em termos depoluentes, acaba agredindo mais comprando mais e mais carros). Os Pentium 100 e 486 estão funcionando até hoje, computadores atuais são programados para darem defeitos propositais em 3 anos, para você ir lá e comprar outro. O consumismo está atingindo hoje uma camada mais baixa da população, a classe média e até a baixa: pessoas que ganham um salário mínimo não têm o que comer, mas possuem seus PlayStation 2 e TV via satélite.
Mudar o conceito e os objetivos de "desenvolvimento" e "tecnologia" são fundamentais para a sustentabilidade do planeta. Trocando o "Eu" por "Nós", iniciaremos um ciclo de buscas de tecnologias a favor do meio ambiente, e que ela seja o centro dos dois conceitos retratados aqui.
Mal sabe a humanidade que, investindo tudo na natureza, ele mesmo será o melhor beneficiado; a harmonia total com a natureza que deve ser o objetivo final do "desenvolvimento", e somente assim que o homem atingirá a felicidade, que não é financiada em 36x por dinheiro. Temos que curar as causas, e não as consequências, indo das partes para o todo.
Acredito que um dos principais focos hoje é a reeducação da sociedade. Sabemos hoje que toda a cultura industrial que trouxemos como valores, como o que a natureza é inesgotável. Aliado aos interesses políticos e econômicos de diversas corporações (vide filme “The Corporation”), o nosso papel na sociedade se torna difícil, mas cada vez mais possível.
A insistência e qualidade dos argumentos devem ser os dois pontos primordiais para a nossa missão de tornar o desenvolvimento sustentável algo nativo e cultural por todas as nações, ligando todos os aspectos econômicos, sociais, institucionais e ambientais em um só. Somente assim, o mundo não expirará.
Por Júlio César Bessa Monqueiro, em "A vida é simples, a natureza é simples"
Editado em: 05/11/2007 às 18:25
O rumo de tecnologia também é outro, o da sedentarização máxima - ou seja, tornar tudo com o máximo de conforto, até o momento que faremos tudo sentados. Trabalho com tecnologia e sei dessa realidade. Há muito pouco tempo algumas empresas começaram a fabricar seus dispositivos usando tecnologias mais ambientalmente corretas, porém, o rumo é o mesmo - é querer "tapar o sol com a peneira".
Não adianta uma pessoa fazer coleta seletiva todo dia, e trocar de carro todo ano. Pergunte à pessoa porque ela trocou de carro: com certeza ele não tinha nenhum defeito grave, nem parou de funcionar, foi simplesmente por status, porque esta participa do tal "desenvolvimento". Hoje, infelizmente, preodutos como carros são descartáveis, apesar de serem econômicos cm relação ao combustível, é praticamente usada a relação "estragou, jogou fora". Lembro-me dos carros da década de 70/80, onde sempre havia conserto, muitas vezes o pŕoprio dono fazia, a manutenção era extremamente fácil, justamente porque os produtos eram feitos para durar, e não para estragar e você ir lá comprar outro (e, muitas vezes, o que você economiza com combustível, em termos depoluentes, acaba agredindo mais comprando mais e mais carros). Os Pentium 100 e 486 estão funcionando até hoje, computadores atuais são programados para darem defeitos propositais em 3 anos, para você ir lá e comprar outro. O consumismo está atingindo hoje uma camada mais baixa da população, a classe média e até a baixa: pessoas que ganham um salário mínimo não têm o que comer, mas possuem seus PlayStation 2 e TV via satélite.
Mudar o conceito e os objetivos de "desenvolvimento" e "tecnologia" são fundamentais para a sustentabilidade do planeta. Trocando o "Eu" por "Nós", iniciaremos um ciclo de buscas de tecnologias a favor do meio ambiente, e que ela seja o centro dos dois conceitos retratados aqui.
Mal sabe a humanidade que, investindo tudo na natureza, ele mesmo será o melhor beneficiado; a harmonia total com a natureza que deve ser o objetivo final do "desenvolvimento", e somente assim que o homem atingirá a felicidade, que não é financiada em 36x por dinheiro. Temos que curar as causas, e não as consequências, indo das partes para o todo.
Acredito que um dos principais focos hoje é a reeducação da sociedade. Sabemos hoje que toda a cultura industrial que trouxemos como valores, como o que a natureza é inesgotável. Aliado aos interesses políticos e econômicos de diversas corporações (vide filme “The Corporation”), o nosso papel na sociedade se torna difícil, mas cada vez mais possível.
A insistência e qualidade dos argumentos devem ser os dois pontos primordiais para a nossa missão de tornar o desenvolvimento sustentável algo nativo e cultural por todas as nações, ligando todos os aspectos econômicos, sociais, institucionais e ambientais em um só. Somente assim, o mundo não expirará.
Por Júlio César Bessa Monqueiro, em "A vida é simples, a natureza é simples"
Editado em: 05/11/2007 às 18:25
Assinar:
Comentários (Atom)