Fiquei abismado ontem. Vamos ao motivo.
Ontem, domingo, dia 11/11 de 2007, estive ao CineSantana de São José dos Campos, onde uma academia de dança apresentaria uma bela peça chamada "O quebra nozes", com ballet clássico de várias faixas etárias em sua maioria, além de sapateado, "jazz", dança do ventre e de salão.
Mas dessa vez não é a peça que vou criticar, muito pelo contrário, só tenho elogios pela excelente elaboração e execução, vai aqui também meus pêsames à equipe de som. O problema dessa vez infelizmente foi o público. Vamos tentar ser breve: ao bater palmas em todas as peças, engraçadinhos continuavam a bater palmas isoladas e fortes em momentos de silêncio; outros com celulares ligados; gente que ria muito alto quando alguém errava discretamente algo; comentava desrespeitosamente, querendo fazer graça, em tom alto também; mas o mais persistente realmente foram as palmas 'idiotas' (o que a pessoa acha que vai conseguir fazendo isso? Que todos vão achar legal? Que vai "catar todas as menininhas" ao lado, por ser corajoso? Qual o prazer no desrespeito?). Só melhorou quando um barbudo exclamou: "Silêncio!" e eu: "Palhaçada hein!", seguido de olhares de parte da platéia. O pior foi quando, um "jovem" que aparentava ter uns 45 anos, do meu lado (depois do corredor), que praticou a maioria dos atos acima descritos, pegou uma latinha vazia, colocou no chão e simplesmente a chutou para a mesma 'descer'. O que fiz foi sair do meu lugar, pegar a lata e jogar ao lixo, olhando para a cara do cidadão. Cidadão?
Além disso, não seguindo as claras regras faladas ao início no teatro, houve inúmeras fotos com flash em momentos importantes, outro ato de falta de educação. Pior ainda foi a quantidade de lixo deixado ao final da peça, no chão. Não entendo porque essas pessoas vão assistir algo deste tipo, já que não faz parte de sua cultura ou não gosta; mesmo assim, o mínimo a se fazer é respeitar quem goste e aprecie a verdadeira obra de arte e jogar o lixo no lixo, especialmente em um teatro. meu apelo é este: se não gosta, não vai. Se a mulher obrigar a ir, silêncio e respeito, por favor. Queria ver se fosse essas pessoas que tivessem dançando, sentir na pele o que fizeram.
OBS.: Alterando o assunto, tem muita gente que realmente perde o teatro. Tinha uma mulher na minha frente que mais olhava para sua câmera digital, e se preocupava mais com as fotos do que com a peça. Outro filmou a mesma, e decidiu assistir o vídeo no meio da sala, perdendo o espetáculo e atrapalhando o público, com a luz da tela.
Por Júlio César Bessa Monqueiro.
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