sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

E tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor

A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lieb
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou M&M

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O à-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bike
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?

Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz

E a sociedade ficou incapaz . . .
. . . De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

(Luíz Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nada é mais como antigamente...

Hoje encontrei uma descrição de uma comunidade do Orkut que resume muita coisa que sinto. Veja:

Você tem a impressão de que muitas coisas, com o passar do tempo, só pioraram?

• Os eletrodomésticos já não duram mais 20 anos... Tudo é semi-descartável;

• As amizades não eram tão superficiais como hoje em dia;

• Os desenhos animados valorizavam a inocência da infância, o carinho, os bons sentimentos... Hoje só vemos violência e maldade;

• O mundo não estava tão "estragado" como hoje em dia, com tanta poluição à nossa volta;

• As crianças brincavam de pique, amarelinha, salada mista, bola-de-gude. Hoje, só querem saber de jogos eletrônicos;

• Antigamente havia artistas de verdade (Cartola, Pixinguinha, Cazuza, Renato Russo...); hoje o que faz sucesso é Tati Quebra Barraco, Rebeldes, Calypso, grupos estilo "Sambabaca", e por aí vai.

Entre e desabafe! Porque não é só você que acha que antigamente muita coisa era melhor.
Ainda vou escrever um artigo sobre isso, aguardem Te muuuuuuuita coisa pra falar, e vai estragar as surpresas dizer tudo agora.

A comunidade se chama "Como era bom antigamente...", disponível no link:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=14024987

Outra descrição, mais longa, também me chamou atenção:

A comunidade 'Nada é mais como antigamente...' esta sendo criada pelo seguinte motivo, viagem minha por pensar que nada é mais como antigamente. Se você achar esse pensamento meio idiota, pare agora e pense que isso é verdade e acontece conosco a muito tempo e que você nem tinha percebido ainda.Exemplos disso temos muitos, milhares deles...observe agora como isso acontece...Quick, Nescau, garrafas de refrigerante (que eram de garrafa e parecem que "davam" outro gosto a bebida), a lata de Leite Moça, a quantidade de salgadinho da Elma "Xips" e muito menos a comunicação entre a humanidade, antigamente se escrevia mensagem em cartas e se ia nos Correios enviá-las, mas na atualidade o que se mais faz no mundo e escrever, axexar arquivos e enviar emails...ou para ter resposta instantanea, nada melhor que o "MSN" ou similares. Mas o pior de tudo isso é o quanto de nossa cultura e mente são medíocres e estagnada, deixamos de levar nossos filhos a parques, praças, para tranca-lós em casa para ficar jogando em rede com seus amigos uns jogos de violencia explicita...ah voces sabem qual !!! Pra que dar um livro para a crianca lê, é melhor deixa-ló baixando musicas e pornografia da internet e também tem os casos onde adultos também se submetem a TV, o Big Brother Brasil, vulgo BBB; 'reality show' esse, como os outros, "tranca pessoas" dentro de uma casa, pessoas essas com pensamentos, objetivos, com realidades completamente opostas, enfim, pessoas com abismos de diferenças e que com isso, começam a perder de certo modo o controle de seus atos e partem para o tudo ou nada que nada mais é que dinheiro, isso mesmo, dinheiro, vendem a imagem de uma pessoa perfeita e que todos nos deveriamos conhecer para obter o táo esperando dinheiro, fama e status, os dois ultimos, passageiros bem rapidos na vida dessa pessoa vencedora.
Viver hoje em dia para muitas pessoas é vender aparencias para se dar bem com a namorada(o), com o chefe ou ate mesmo para seus amigos.

Enfim, a sua vida, a de seus brothers (melhor...seus irmãos), a dos meus irmõs e a minha também (seria muita hipocrisia se fosse o inverso) também e passar uma imagem pra se dar bem com alguém...
Definitivamente a vida não é mais igual como era antigamente, ou vai me dizer que voce iria num classico baile de carnaval, não né...? Iria num baile funk ou coisa do genero.
E agora para de ler essa mensagem virtual e vai escrever uma carta a seu pai, namorada, amigo; ler um livro ou revista (que não seje de fofoca) e se tiver filhos ou irmãos os leve para o parquinho de sua rua e eles serão pessoas melhores, porque pessoas não recebem quando crianças, raramente podem oferecer quando adultas.
Entre na comunidade e escreva sobre suas viagens como estou fazendo agora.

Mensagem final....

"Não se escreve poesia em computador... (Autor não lembrado por que vós escreve)"

8 de Fevereiro de 2005, 02:36AM, São Leopoldo,Brasil !

Vagner Conte
Disponível na comunidade "Nada é mais como antigamente", em:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1294919

Aguardem!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Robôs com cérebros biológicos (para refletir)

Hoje não vou escrever nada. Vou deixar vocês lerem e chegarem às suas conclusões.

Robô-mariposa integra cérebro biológico a robô
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010180071121

Notícia comentada:
http://www.guiadohardware.net/noticias/2007-11/474458A0.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A arte de respeitar a arte

Fiquei abismado ontem. Vamos ao motivo.

Ontem, domingo, dia 11/11 de 2007, estive ao CineSantana de São José dos Campos, onde uma academia de dança apresentaria uma bela peça chamada "O quebra nozes", com ballet clássico de várias faixas etárias em sua maioria, além de sapateado, "jazz", dança do ventre e de salão.

Mas dessa vez não é a peça que vou criticar, muito pelo contrário, só tenho elogios pela excelente elaboração e execução, vai aqui também meus pêsames à equipe de som. O problema dessa vez infelizmente foi o público. Vamos tentar ser breve: ao bater palmas em todas as peças, engraçadinhos continuavam a bater palmas isoladas e fortes em momentos de silêncio; outros com celulares ligados; gente que ria muito alto quando alguém errava discretamente algo; comentava desrespeitosamente, querendo fazer graça, em tom alto também; mas o mais persistente realmente foram as palmas 'idiotas' (o que a pessoa acha que vai conseguir fazendo isso? Que todos vão achar legal? Que vai "catar todas as menininhas" ao lado, por ser corajoso? Qual o prazer no desrespeito?). Só melhorou quando um barbudo exclamou: "Silêncio!" e eu: "Palhaçada hein!", seguido de olhares de parte da platéia. O pior foi quando, um "jovem" que aparentava ter uns 45 anos, do meu lado (depois do corredor), que praticou a maioria dos atos acima descritos, pegou uma latinha vazia, colocou no chão e simplesmente a chutou para a mesma 'descer'. O que fiz foi sair do meu lugar, pegar a lata e jogar ao lixo, olhando para a cara do cidadão. Cidadão?

Além disso, não seguindo as claras regras faladas ao início no teatro, houve inúmeras fotos com flash em momentos importantes, outro ato de falta de educação. Pior ainda foi a quantidade de lixo deixado ao final da peça, no chão. Não entendo porque essas pessoas vão assistir algo deste tipo, já que não faz parte de sua cultura ou não gosta; mesmo assim, o mínimo a se fazer é respeitar quem goste e aprecie a verdadeira obra de arte e jogar o lixo no lixo, especialmente em um teatro. meu apelo é este: se não gosta, não vai. Se a mulher obrigar a ir, silêncio e respeito, por favor. Queria ver se fosse essas pessoas que tivessem dançando, sentir na pele o que fizeram.

OBS.: Alterando o assunto, tem muita gente que realmente perde o teatro. Tinha uma mulher na minha frente que mais olhava para sua câmera digital, e se preocupava mais com as fotos do que com a peça. Outro filmou a mesma, e decidiu assistir o vídeo no meio da sala, perdendo o espetáculo e atrapalhando o público, com a luz da tela.

Por Júlio César Bessa Monqueiro.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Leitura mais que recomendada!

O Belquior, baseando-se no último artigo publicado, indicou uma leitura bem interessante intitulada de "Consumir menos e melhor", do "Núcleo Litoral Solidário - Rede Ecovida de Agroecologia", "Projeto Agricultura Ecológica e Soberania Alimentar no Litoral Norte do RS". O pequeno arquivo, em formato PDF, encontra-se em:

http://geocities.yahoo.com.br/juliocbm_brasil/boletim.pdf

Texto mais que recomendado, obrigatório!! Boa leitura!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O lema: "desenvolver"

Não entendo o porquê que o mundo caminha rumo ao "desenvolvimento". Países emergentes querem "desenvolver" (desmatando tudo e colocando indústrias no lugar), mas já paramos para pensar onde queremos chegar?

O rumo de tecnologia também é outro, o da sedentarização máxima - ou seja, tornar tudo com o máximo de conforto, até o momento que faremos tudo sentados. Trabalho com tecnologia e sei dessa realidade. Há muito pouco tempo algumas empresas começaram a fabricar seus dispositivos usando tecnologias mais ambientalmente corretas, porém, o rumo é o mesmo - é querer "tapar o sol com a peneira".

Não adianta uma pessoa fazer coleta seletiva todo dia, e trocar de carro todo ano. Pergunte à pessoa porque ela trocou de carro: com certeza ele não tinha nenhum defeito grave, nem parou de funcionar, foi simplesmente por status, porque esta participa do tal "desenvolvimento". Hoje, infelizmente, preodutos como carros são descartáveis, apesar de serem econômicos cm relação ao combustível, é praticamente usada a relação "estragou, jogou fora". Lembro-me dos carros da década de 70/80, onde sempre havia conserto, muitas vezes o pŕoprio dono fazia, a manutenção era extremamente fácil, justamente porque os produtos eram feitos para durar, e não para estragar e você ir lá comprar outro (e, muitas vezes, o que você economiza com combustível, em termos depoluentes, acaba agredindo mais comprando mais e mais carros). Os Pentium 100 e 486 estão funcionando até hoje, computadores atuais são programados para darem defeitos propositais em 3 anos, para você ir lá e comprar outro. O consumismo está atingindo hoje uma camada mais baixa da população, a classe média e até a baixa: pessoas que ganham um salário mínimo não têm o que comer, mas possuem seus PlayStation 2 e TV via satélite.

Mudar o conceito e os objetivos de "desenvolvimento" e "tecnologia" são fundamentais para a sustentabilidade do planeta. Trocando o "Eu" por "Nós", iniciaremos um ciclo de buscas de tecnologias a favor do meio ambiente, e que ela seja o centro dos dois conceitos retratados aqui.

Mal sabe a humanidade que, investindo tudo na natureza, ele mesmo será o melhor beneficiado; a harmonia total com a natureza que deve ser o objetivo final do "desenvolvimento", e somente assim que o homem atingirá a felicidade, que não é financiada em 36x por dinheiro. Temos que curar as causas, e não as consequências, indo das partes para o todo.

Acredito que um dos principais focos hoje é a reeducação da sociedade. Sabemos hoje que toda a cultura industrial que trouxemos como valores, como o que a natureza é inesgotável. Aliado aos interesses políticos e econômicos de diversas corporações (vide filme “The Corporation”), o nosso papel na sociedade se torna difícil, mas cada vez mais possível.

A insistência e qualidade dos argumentos devem ser os dois pontos primordiais para a nossa missão de tornar o desenvolvimento sustentável algo nativo e cultural por todas as nações, ligando todos os aspectos econômicos, sociais, institucionais e ambientais em um só. Somente assim, o mundo não expirará.

Por Júlio César Bessa Monqueiro, em "A vida é simples, a natureza é simples"

Editado em: 05/11/2007 às 18:25

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Internet: bens e males fora de controle

Sem dúvidas, a Internet é algo que entrará para os futuros livros de história. Simplesmente é uma alteração radical nos meios de comunicação, e nós somos prova disso.

O impacto da Internet afeta todas as áreas possíveis: estudantil, militar, privada, comercial, governamental; ou seja, é uma poderosa ferramenta que possui mais funções que um canivete suíço. Afinal, esta revolução trouxe novos meios de comunicação e substituição de outros, fazendo com que o contato entre pessoas físicas e jurídicas nunca mais fosse o mesmo.

Mas a Internet não trouxe somente novidades positivas, afinal, é um mundo virtual sem nenhum tipo de restrição, inclusive para crianças. Sites com conteúdos pedófilos, o tráfego de MP3 e filmes, aumentando a pirataria, sequestros usando redes de relacionamentos, etc.

A Internet é uma ferramenta, assim como uma faca. A faca, podemos utilizar para cortar carne e todo tipo de alimento, contudo, também serve para matar. Ela é uma "arma" - use-a para o bem ou para o mal. Através dela, e de suas brechas, assaltantes conseguem roubar mais facilmente senhas de bancos, escolhem mais suas vítimas através de redes de relacionamentos (Orkut), conseguem planejar seus atos em uma velocidade muito maior.

Assim como colocamos portões, muros, fechaduras e cadeados em nossas casas, devemos também estar preparados para todo tipo de "assalto" na Internet - se informando e aplicando o conhecimento em seu computador e "vida virtual" - Não divulgue muitas informações pessoais, atualize sempre seu sistema operacional (a recomendação para segurança na Internet é a utilização de Linux), no Windows, instalem e atualizem sempre um antivírus e antispyware, e em ambos os sistemas, utilizem um firewall, que é o mais importante.

Contudo, houve maiores impactos em seções onde a comunicação cada vez maior é essencial: comércio e educação. Afinal, ambos os campos se flexibilizaram muito para acompanharem essa revolução. E uma delas foi com o início da educação virtual, à distância. Todas as universidades possuem um ambiente na Internet para realização de trabalhos, dúvidas, etc. Meu antigo curso de ciência da computação era presencial, contudo, todas as atividades, trabalhos e leituras eram realizadas também através do Moodle.

Obviamente, isso alterou o modo com que o aluno estuda. Como parte da maioria dos cursos possui um segmento à distância, requer do mesmo maior autonomia em estudar por si próprio. E, mais óbvio ainda, é a criação dos cursos sumariamente à distância: o nosso caso. Sem a Internet, provavelmente seria quase impossível estarmos aqui hoje, debatendo esse assunto. Engenharia ambiental no estilo Telecurso 2000 seria bastante difícil.

O uso da Internet na educação é prova que esta pode e deve ser usada como uma nova ferramenta revolucionária, pelo número de novidades que trouxe. A Internet está se infiltrando intensamente em cada vez mais segmentos da vida e da sociedade. Primeiramente utilizada para fins militares, acabou sendo um meio de comunicação textual entre pessoas, depois fonte de informação, meio de compra, meio de estudo, comunicação via vídeo, e por aí vai.

Essa rede mundial de computadores está se tornando algo comum até para geladeiras, ganhando mais e mais funções de modo indefinido e praticamente infinito. Cada vez mais rápida, mais recursos vão se criando e aproveitando-se disso. Apesar de eu lamentar isso, a Internet será algo essencial para tudo no futuro: tudo se fará por ela. Nossos netos perguntarão assim: "Vô, como você vivia sem Internet?"

E o segundo segmento que mais teve que se flexibilizar para atender ao mercado é o dos negócios. Ambas as áreas necessitam de uma comunicação e velocidade cada vez mais eficaz, se adaptando a todo tipo de novidade. Mas esta, sem dúvida, é a nova que trouxe maior impacto, devido ao fato da exclusividade e faixa de uso.

Quem nunca ouviu falar dos sites Submarino, Americanas.com, etc? Com alguns cliques, e sem tirar a poupança da cadeira, compramos o que quiser e recebemos na porta de nossas casas. Quem já ouviu falar do MercadoLivre? Um site de leilões virtuais, onde pobres mortais como nós podemos vender nossos produtos usados ou não através de leilões na ponta dos dedos. Quer investir? Fazer uma transferência? Financiamento? Pagar um boleto? Basta ir ao site de seu banco. Quer saber o que a empresa X oferece? Quanto ela cobra para fazer tal coisa? Basta entrar no site dela e fazer o contato. A gama de opções, de transações e ofertas aumentaram expodencialmente com o uso da Internet. E, as empresas, abraçarão cada vez mais este recurso, tratando-o cada com cada vez mais profissionalidade.


Hoje, com a invenção dos meios instantâneos, nós também tivemos que ficar instantâneos. O chefe envia um email pedindo para fazer tal coisa, passa cinco minutos e ele pergunta se já terminou. Nós também tivemos que trabalhar na mesma velocidade da Internet, fazendo com que não tenhamos tempo para refletir pontos da sociedade ou de nossas próprias vidas. Quem trabalha a distância, muitas vezes, acaba se esforçando mais do que em uma empresa presencial, não conversa, não dá risada de micos e piadinhas, nem fala sobre a vida. Por isso, sou a favor da Internet como ferramenta. Estou gostando deste curso de engenharia ambiental á distância, mas não podemos deixar que tudo comece a ser virtualmente.

Antigamente, quando queríamos fazer barba, saíamos nas ruas, cumprimentando, brigando e se relacionando, conversando, até chegar ao barbeiro. E chegando lá, falávamos muito com os profissionais e com o amigo que estava fazendo barba ao lado, sem pressa de nada.
Inventaram o barbeador "prático", e agora cada um faz a barba olhando para si próprio, dentro de casa em um banheiro solitário. Porque? Para sobrar mais tempo. Para que? Trabalhar.

Não quero ver quando todos começarem a fazer compras de hipermercados sentados na frente de um PC. Nem quero pensar que um dia, nos limitaremos a acordar, dar um passo e sentar na frente do PC; dar outro passo e cair na cama quando dormir. Solitários, gordos, sedentários, fracos, máquinas - este serão os adjetivos de quem quiser entrar nestas engrenagens. Sou a favor da Internet-ferramenta. Podemos sim fazer coisas a distância, desde que elas não sejam prioridade e nem consumam a maioria do tempo. Desde que somente seja para a educação e outros segmentos importantes.

Um dos pontos mais críticos da internet é a liberdade em excesso. Ao mesmo passo que eu tenho liberdade para publicar este artigo, outros muitos possuem idéias discriminatórias, racistas e violentas, expandindo isso para várias outras pessoas. Imaginem uma criança de 10 anos, podendo se teletransportar para qualquer parte do mundo, inclusive dentro de um motel, que possuem outras crianças sendo violentadas sexualmente - isso é um rombo feito na educação desta pessoa, que se traumatizará negativamente de diversas formas que dispensa minha citação aqui. A educação da criança é algo essencial, pois tudo o que ela faz quando ficar adulta, reflete o que ela aprendeu no passado - consciente ou inconscientemente.

Eu não acho, e felizmente prefiro nunca achar, que o mundo virtual traz vivências mais profundas que o real, isso é questão de escolha. Muitas vezes a pessoa não procura vivências profundas no real, e acaba achando mais fácil uma certa intensidade no virtual; e isso acho preocupante, pois a pessoa acaba por trocar algo natural por outro artificial. Um brilho no olhar, um sorriso, o jeito da pessoa, o tom de voz, entre diversas outras infinitas características de um relacionamento real, é impossível de se expressar de igual maneira no virtual. Da mesma forma, uma letra à mão exclusiva, escrita em tortuosas linhas que semprem expressam o sentimento da pessoa: nenhum email traduz a sensação de se ler uma carta escrita por quem você mais gosta, ansiosamente deixada pelo carteiro no final da tarde. Eu acredito muito na Internet-ferramenta, ou seja, o uso consciente da mesma somente como um meio de facilitar a execução de determinadas tarefas. Eu nunca deixarei o mundo virtual me convencer, para mim, ele será apenas uma suposição; sempre tirarei minhas certezas no real. O mundo virtual é uma maquinização da comunicação entre o ser humano, não deve ser vital.

Por Júlio César Bessa Monqueiro, em "A vida é simples, a natureza é simples"

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Reciclagem, um dever

Desde o princípio da humanidade, o homem usa a natureza para sua sobrevivência, fornecendo todas as estruturas vitais que a vida terrena necessita para existir: é um ciclo perfeito de dependência, onde um ser sempre depende do outro para sua existência de forma cíclica e, portanto, infinita.

O próprio homem, contudo tendo como um de seus princípios divinos que cuidasse de toda a Criação, começou por usar o meio em que vivia de forma irracional e inconsequente, visando somente o bem estar e a comodidade daquele momento presente, e o futuro, era deixado para trás. Isso se agravou com a revolução industrial, onde o capitalismo foi acionado de forma mais "selvagem", e a briga pelo progresso, pelo desenvolvimento econômico não só deixava a natureza como uma questão opcional, mas como um item totalmente desprezível em prol do lucro cada vez maior. Mais aparelhos eletrônicos consumindo cada vez mais energia, novas usinas altamente poluidoras degradando cada vez mais a natureza, tecnologias cada vez mais inovadoras, a corrida pelo avanço sem objetivos concretos, e enfim o homem começa a se deparar com a consequência que ele mesmo causou com seu consumismo escrupuloso.

Mares avançando costas, praias diminuindo de tamanho, cada vez mais pessoas com tipos diversos de câncer, água potável se esgotando, ar se tornando em cinzas, e o homem não está cumprindo seu papel de cuidar daquilo que lhe é de extrema vitalidade. E agora, o que fazer?

A reciclagem é um dos métodos que deveriam ser empregados desde o início do desenvolvimento tecnológico, portanto, como dito acima, foi deixado para trás. Este termo que dizer, segundo o dicionário Aurélio "fazer passar por novo ciclo", "reutilizar". Um bom exemplo de reciclagem são as embalagens: um material de ótima qualidade, que usa recursos da natureza, e é feito exclusivamente para dar proteção, chamar atenção do consumidor ou até decorar. Obviamente, quando você compra uma pasta de dentes, não há necessidade nenhuma de guardá-la dentro da caixa de papelão, nem de comprá-la dentro, contudo, apesar da minha indignação, ela vem. A primeira coisa que você faz quando compra um creme dental é remover a caixa em excelente estado e jogá-la no lixo. Já pensou que aquela mesma caixa poderia ser reaproveitada por inúmeros outros cremes dentais? Da mesma forma, uma lata de alumínio, uma folha sulfite utilizada como rascunho, um vidro que continha azeitonas, tudo é possível de se reciclar, de reutilizar.

Mas você pode estar se perguntando: "o que eu, justamente eu tenho a ver com tudo isso?" "Porque eu tenho que fazer isso?" Porque você simplesmente é mais um habitante deste planeta, e é dever de cada um cuidar de algo que foi lhe dado gratuitamente: os recursos naturais, que só pedem isto em troca. Se você começar a reciclar agora, e você convencer seu amigo ao lado, e a idéia se expandir, teremos assim um enorme índice de reciclagem de materiais. Mas, para isso acontecer, alguém precisa iniciar a idéia, se você parar, e o outro parar, e mais um deixar de executar e expandir, o mundo simplesmente vai continuar sendo mais e mais degradado, chegando a níveis mais extremos, e quem sabe seu filho, ou até seu neto terão a oportunidade de enfrentar um mundo extremamente difícil e dificultoso, onde catástrofes, falta de alimentos e água de qualidade tornará o planeta em que vivemos uma bomba armada por nós mesmos. Já percebeu que, enquanto falamos nisso, o verão se torna cada vez mais quente, com o ar cada vez mais seco, e com as noites cada vez mais insonolentas?

Ótimo, se você decidiu ajudar a cuidar do nosso planeta, seja bem vindo. E agora, o que você pode fazer? Cada um pode contribuir de várias maneiras, mas uma das mais essenciais é simplesmente a reciclagem, que consiste em contribuir com a coleta seletiva e usar a criatividade.

Em São José dos Campos (SP), há a coleta seletiva: em determinados dias, o caminhão passa recolhendo tudo que é papel, vidro, metal e plástico. No outro, ele recolhe aquele seu lixinho do banheiro, pia da cozinha, restos de alimentos e outros materiais não aproveitáveis. Em muitos outros locais, como em empresas, a coleta seletiva ainda é mais específica: cada material possui seu respectivo lixo: o amarelo é voltado para os metais, o vermelho para plásticos, azul para papéis e derivados, o verde para o vidro, e o cinza finalmente para o lixo conhecido como "úmido". Além destes básicos, existem também o preto para madeira, laranja para resíduos, como pilhas e baterias, e o marrom, para orgânicos, como restos de comida, folhas de árvore, etc.

Além da coleta seletiva, você pode colaborar doando materiais recicláveis à uma entidade que tenha este objetivo, ou projetos não-lucrativos que aceitam materiais recicláveis para levantar fundos. Ainda, você pode usar a criatividade: cortinas de anéis de lata, porta canetas de garrafa, enfim, use a "cuca" e faça com que aquilo que ia parar enterrado ou jogado pela natureza em algo produtivo, e além disso, economize com este ato a compra de outro material. E valorize sempre as empresas que possuem a reciclagem como uma qualidade (e não como bandeira, afinal, muitas empresas usam somente como marketing).

Ajude, com isso, o planeta a se tornar novamente pacífico na relação homem-natureza, cumprindo com o seu dever de cuidar daquilo que lhe é essencial e vital. Jesus disse (Jo 15.12)"...que vos amei uns aos outros assim como eu vos amei": é importante cuidar daquilo que o próximo também usufrui: o próximo ao lado e as futuras gerações. Nunca se esqueça que, na degradação da natureza, o primeiro e mais afetado sempre é o próprio homem. Muitos diziam: "a natureza é inesgotável", e isso é verdade, pois, antes da natureza se esgotar, o próprio homem já se expirou.

Por Júlio César Bessa Monqueiro, em "A natureza é simples, a vida é simples"

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Tópicos a serem discutidos

Alguns tópicos que serão discutidos neste blog (pode aumentar a qualquer momento):
  • O que é visão sistêmica?
  • A questão da agrofloresta
  • Desenvolvimento sustentável
  • Preservação ambiental por corporações
  • Televisão e videogame: os inimigos da educação infantil
  • Os malefícios da tecnologia "inteligente" na vida
  • O comodismo como forma de auto-destruição
  • A 'coisificação' e vulgaridade do corpo: o "ficar" e o namoro sem compromisso
  • A 'coisificação' da mulher: comerciais (idiotas) de cerveja
  • A péssima forma de marketing atual
  • Os malefícios e cuidados com o marketing aparentemente inofensivo
  • Porque "O Brasil não anda"?
  • A ânsia pelo 'desenvolvimento': aonde querem chegar?
  • Os objetivos profissionais corrompidos da maioria dos jovens
  • O ideal fracassado de vida: faculdade, grande empresa e dinheiro
  • Dinheiro: necéssário é felicidade, ganância é perda de tempo
  • O que a maioria faz, nem sempre é certo
  • A solução pela causa, e não consequência